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14 de abril de 2020 | 02h 41
O futuro na baixada
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Redação JC
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Publicado por: Redação JC

Luiz Henrique Cruvinel Lacerda escreve a coluna de Esporte no JC.

Em sua coluna ele traz o tema: O futuro na baixada​

Com o final da novela Sampaoli e a chegada de Jesualdo Ferreira à equipe do Santos, é seguro afirmar que o ano de 2019 foi belo para o alvinegro. O time praiano não apenas terminou o campeonato brasileiro em segundo lugar, como colecionou momentos marcantes, mudou a forma de se pensar o futebol brasileiro e serviu como inspiração para diversos estudantes do esporte. É necessário dizer que Jorge Sampaoli reformulou o estilo de futebol jogado e levou o elenco aonde o mais entusiasta torcedor não acreditaria. Como o Santos entra na nova década?

Começaremos com as chegadas e saídas. Jorge (Mônaco), Gustavo Henrique (Flamengo), Derlis González (Olimpia) e Vanderlei e Victor Ferraz (Grêmio) são as baixas de plantel do ano. Com isso, diversos jogadores da base ganharam oportunidades, como Jóbson e Taílson, além da volta de empréstimo de Arthur Gomes, que jogou o BR-19 pela Chapecoense, a compra de Raniel (Cruzeiro), e o retorno de Pará na negociação com o Grêmio.

Com as cartas na mesa, o Santos deve apostar novamente em sua defesa com Felipe Aguilar e Lucas Veríssimo, Mádson e Felipe Jonathan nas laterais e Everson no gol. O goleiro mostrou facilidade com a bola nos pés, sendo sua característica determinante para a titularidade. No meio campo, espaço para o jovem Jóbson de 24 anos, que fez o gol de empate na virada contra o Defensa y Justicia válida pela primeira partida da Libertadores. Mais a frente encontramos duas peças responsáveis pelo bom desempenho em 2019: Carlos Sánchez e Diego Pituca. Pituca é polivalente, dedicado e, embora seja insuficiente nas finalizações, impressiona com sua chegada ao ataque. Carlos, ou “Pato”, Sánchez foi, com certeza, o jogador mais importante do ano no Santos. O meia foi o segundo meio-campista com mais participações em gols no último campeonato, segundo índices do Footstats. Além disso, o uruguaio já é cotado como novo capitão da equipe e é a experiência em meio à jovialidade. No ataque, sem surpresas: Soteldo, Sasha e Marinho formam um trio rápido, driblador e muito eficiente. Os onze citados devem ser os titulares nos próximos campeonatos.

O time do Santos é jovem, ágil e talentoso, mas é preciso cautela. A falta de experiência da maioria dos jogadores deve ser avaliada, e é importante que o torcedor santista respeite o momento de transição da equipe e dê forças aos novatos. A compreensão das fraquezas e, também, das potencialidades do time evita frustrações e harmoniza a boa relação criada com o time no ano passado.

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