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21 de março de 2020 | 03h 50
A ascensão de Luka Doncic
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Redação JC
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Publicado por: Redação JC

Luiz Henrique Cruvinel Lacerda escreve a coluna de Esporte no JC.

Em sua coluna ele traz o tema: A ascensão de Luka Doncic​

Em sua segunda temporada na maior liga de basquete do mundo, Luka Doncic coleciona recordes e entra de vez na briga pelo título de melhor jogador da temporada. O esloveno perpetua marcas e escancara sua singularidade em uma relação amorosa com a bola laranja.

Doncic começou a colecionar títulos em 2015, quando, com apenas 16 anos e 2 meses, estreou na Liga ACB pelo Real Madrid, sendo o jogador mais jovem em debutar com a camisa merengue na história. A promessa dava os primeiros passos a caminho da glória eterna. Pelo time de Madrid, foi campeão e Melhor Jogador dos dois campeonatos que disputou: Euroliga e Liga Endesa (Campeonato Espanhol), além de somar destaques e jogadas marcantes. O sucesso na Europa logo o levou ao draft da NBA, em 2018. Luka foi selecionado em terceiro lugar pelo Atlanta Hawks, mas foi trocado por Trae Young, parando no Dallas Mavericks. Luka e NBA começam aí uma história sedenta por capítulos.

Com 104 kg bem distribuídos em 2,01m, Luka incorpora o jogo físico ao técnico e expande os horizontes da nova filosofia da NBA. Não é incomum vê-lo infiltrando o garrafão com gigantes guardiões, tampouco causa estranheza acompanhar seus arremessos do perímetro caírem como pétalas. Sua dinamicidade o torna letal, imprevisível, e o sorriso no rosto dá o tom de crueldade nas atuações memoráveis do jovem armador de 21 anos. Isso mesmo, 21 anos!

O camisa 77 tem médias de 28.5 pontos por jogo na atual temporada, 8.5 rebotes e 7.1 assistências, além da expressiva porcentagem de 44% de arremessos convertidos. Uma máquina eslovena. Luka Doncic já é o recordista de tripe-doubles (três estatísticas com mais de dois dígitos) da equipe de Dallas, com 22. O segundo da lista é ninguém menos que Jason Kidd com o mesmo número, mas com quase QUATROCENTOS jogos a mais que Luka.

Não há quem não se empolgue quando “Too Easy”, apelido carinhosamente dado por Paul Pierce, pisa em quadra. Sua movimentação, precisão e seu fundamento impressionam e o deixam mais robusto perante as críticas. Críticas existentes, mas não formuladas. Quem odeia, odeia e pronto. Particularmente, prefiro continuar admirando sua ascensão. 

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