Tempo em
Uberaba

27 de fevereiro de 2020 | 03h 15
Completando um ano do rompimento da barragem de Brumadinho, livro conta histórias de pessoas afetadas
comentário(s)
A+ A-
PUBLICADO POR
Redação JC
jcuberabacontato@gmail.com
Publicado por: Redação JC

Autora da obra doará seus lucros a instituições beneficentes

Dia 25 de janeiro de 2019, às 12h28, a barragem de minério de ferro da Vale se rompia na cidade mineira de Brumadinho. Vidas de milhares de pessoas se modificavam para sempre depois daquele instante. Não foram apenas as estruturas da própria mineradora que foram enterradas pelos rejeitos de minério, mas também casas, pousadas, rios, histórias e tudo que havia pela frente. Este é o tema abordado pelo livro Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam (Autonomia Literária| 208 pp.), que reconta histórias de pessoas que perderam familiares, e de profissionais que trabalharam na linha de frente da operação de salvamento e reconstrução da cidade. Por meio de depoimentos de 18 entrevistados, a obra documenta o crime ambiental e humano contado pelos próprios atingidos. Alguns exemplos são de Dona Neiva, que mora na beira do Rio Paraopeba e perdeu uma de suas filhas com o rompimento da barragem; Ademar, prefeito da cidade de Brumadinho, que sofreu uma crise em seu mandato por pressão política e econômica após o rompimento; o bombeiro Pedro, que ficou dias trabalhando para achar sobreviventes; e Hayò, cacique de uma aldeia indígena, que presenciou crianças e idosos apresentando problemas de saúde pela contaminação dos peixes do rio e suas plantações. “Pois bem, o livro (...) é um claro exemplar do melhor Jornalismo. Em primeiro lugar, por ter sido escrito com o coração, mas por ser endereçado ao fígado. É uma reportagem que, ao retratar de forma tão humana, tão delicada e ao mesmo tempo profunda a história das personagens, mexe com os nossos brios, convoca a indignação, exige o respeito e o cumprimento às leis”, afirma o jornalista José Arbex Junior, autor do prefácio da obra. Após um ano de trabalho, a autora afirma que seu objetivo com o livro é trazer o sentimento de responsabilidade aos leitores. “Brumadinho não é um caso isolado. Quatro anos antes, houve o rompimento em Mariana. Centenas de barragens pelo Brasil permanecem em estado de alerta. Espero que as histórias sensibilizem os leitores e sejam um início para exigirmos punições e leis mais severas”, afirma. A autora, estreante de 21 anos, irá doar seus lucros com a venda dos livros para duas instituições criadas por entrevistados e familiares de vítimas do ocorrido: Amigos de Brumadinho e o Instituto Camila e Luiz Taliberti. O livro será lançado no dia 24 de janeiro em Brumadinho (MG), 27 de janeiro em Uberaba (MG) e 31 de janeiro em São Paulo (SP).

 

Sobre o serviço:

Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam

Editora Autonomia Literária, 208 pp.

Eventos de lançamento:

- 24 de janeiro– Brumadinho, MG – 17h – Sede Amigos de Brumadinho: Rua José da Silva Fernandes, 129 - Centro

- 27 de janeiro – Uberaba, MG – 16h – Livraria Lemos e Cruz: Av. Maranhão, 1419 - Santa Maria

- 31 de janeiro – São Paulo, SP – 18h – Livraria Taperá Taperá: Av. São Luís, 187 - 2º andar, loja 29 - República

 

Sobre a autora:

Julia Castello Goulart nasceu em Uberaba no triângulo mineiro. Quando criança e ainda sem saber ler, passava as férias na casa do seu bisavô, na cidade de Ouro Fino, no sul de Minas Gerais, e gostava de pegar os livros na biblioteca da família e inventar histórias. Aos 13 anos, escreveu seu primeiro romance, “Tudo sobre nós”, e dois anos depois começou a escrever crônicas e artigos de opinião para o Jornal da Manhã, de Uberaba. Mudou-se para São Paulo em 2016 para cursar Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Julia tinha um objetivo simples quando embarcou para a sua viagem em Brumadinho três meses após o ocorrido: ouvir histórias. O projeto que começou como Trabalho de Conclusão de Curso tornou-se um documento histórico sobre o ocorrido que, mesmo após um ano, segue sem resolução, seja da punição dos responsáveis como indenizações para os atingidos.

 

Redes sociais:

https://www.instagram.com/julinhacastello/

https://www.facebook.com/JuliaCastelloGoulart

https://www.instagram.com/memoriasdebrumadinho

 

Sobre a editora:

A editora Autonomia Literária é uma iniciativa editorial coletiva e autogerida por ativistas, intelectuais e acadêmicos. Ela busca organizar suas publicações em rede, por meio de financiamentos alternativos, junto com movimentos sociais, intelectuais, coletivos e novos portais de mídia independente.

 

Mais informações:

Beatriz Gimenez – biagimenez02@gmail.com – (11) 97545-9599

Julia Castello Goulart – ju.castello98@hotmail.com– (11) 93489-7921

Comentários

NEWSLETTER
Cadastre-se e receba as novidades do
JC diretamente no seu e-mail:

 



  Agência Digital  
Todos os direitos reservados © 2020 · Jornal da Cidade