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27 de julho de 2018 | 23h 31
Empreendedorismo Feminino
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Theresa Rachel Alvim
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Publicado por: Theresa Rachel Alvim

Theresa Rachel escreve no JC, todas as SEXTAS. Psicóloga especialista em Psicoterapia Psicanalítica, Coaching de Carreira e Palestrante.

Em sua coluna a psicóloga traz o tema: Empreendedorismo Feminino​

 

(Fonte: Freepik)

A palavra empreendedora (entrepreneur) vem do francês e quer dizer aquela pessoa que assume risco e começa algo novo, os primeiros indícios de que alguém começou a assumir riscos e investir em algo novo foi no século XVII. No Brasil o empreendedorismo surgiu nos anos 90 com muita força, durante a abertura que o povo teve para a economia. A taxa de empreendimentos iniciados no país, desde 2007, oscila entre 47% e 54% para homens e mulheres. Em 2016, a taxa foi de 48,5% para homens e 51,5 % para mulheres”

De acordo com o levantamento mundial Global Entrepreneurship Monitor 2017, estima-se que no Brasil é realizado em parceria com o Sebrae, que mais de metade dos novos negócios abertos em 2016 foram fundados por mulheres.

(Fonte: Freepik)

Sabe quantas empresas encerram suas atividades depois de três anos de vida aqui no Brasil? De acordo com SEBRAE 48%. Para entender o porquê dessa mortalidade, precisamos analisar o comportamento do empreendedor e do aventureiro.

O empreendedor busca oportunidades, tem iniciativa. Uma característica importante é sua persistência e seu comprometimento com o seu negócio. Normalmente ele corre riscos calculados, quando pensa em investir, estabelece metas, busca informações e principalmente se planeja. O mercado está cada vez mais competitivo, e ele sabe que todo negócio precisa de investimento e que existe um tempo de maturação.

O aventureiro espera a oportunidade, quer ganhar dinheiro rápido e normalmente não calcula os riscos e nem se prepara para um futuro investimento.

Sabemos que no Brasil não é fácil empreender, a quantidade de tributos (impostos, taxas e contribuições) é muito grande, o que ajuda muito em sua mortalidade. Mas não podemos culpar só os tributos. A falta de informação e de preparo dos empresários também é relevante.

(Fonte: Freepik)

A quinta edição do Fórum Empreendedoras revelou dados da inédita pesquisa sobre o Perfil da Empreendedora brasileira, realizada com mais de 1300 mulheres em todo território nacional e patrocinada pelas empresas Avon, Itaú e Facebook, com organização da Rede Mulher Empreendedora.

Perfil: 79% tem superior completo ou mais. A idade delas, em média, é de 39,1 anos. A maioria é casada, com filhos e apresentam um grau de escolaridade um pouco maior do que as que planejam empreender e que tem média 36,5 anos, sendo que 30% pertence a Classe C, enquanto 35% das mais velhas pertencem a classe A.

Maternidade: Um dado já sentido pelo mercado, mas que ainda não era comprovado: 75% das empreendedoras decidem empreender após a maternidade. Na classe C, a porcentagem aumenta para 83%.

O que mais compromete a renda: O maior gasto entre 37% das pesquisadas é com moradia, seguido de alimentação (24%) e de dívidas (15%). Mas isso muda quando analisada a classe social: na classe A, o maior gasto é com Educação, chegando ao comprometimento de 14%.

Rede de apoio da empreendedora: Na hora da divisão ou “ajuda” nas tarefas domésticas e cuidado dos filhos, a maioria das empreendedoras conta com o apoio do marido, familiares. Na Classe C, as redes de apoio são menores. Outra constatação, conforme os filhos crescem elas passam a fazer mais tarefas sozinhas.

Tempo do negócio: 42% iniciou seu negócio há menos de 3 anos e 39% tem mais de 6 anos.

Setor de atuação: quanto mais alta a classe social, maior a concentração de Serviços, que desponta com 59%, seguido do comércio (31%), e Indústria (7%).

Sociedade: 55% não tem sócios, e quando tem é mais comum sociedade em partes iguais. Amigos, maridos ou outro familiar são os sócios mais comuns das empreendedoras.

Home office: 68% costuma trabalhar mais em casa.

Faturamento: 33% das empreendedoras faturam mais de R$10 mil por mês, enquanto 36% faturam até R$2.500 por mês.

Pontapé inicial: 41% iniciaram seu empreendimento sem capital, 41% usaram Poupança, investimento próprio e rescisão após ser demitida como principal fonte de capital que contaram para iniciar seu do negócio.

Preparo para o negócio: das que já empreendem, 75% se sente preparada para ter o seu próprio negócio. Já entre as que planejam empreender, 50% se sentem preparadas.

Razões para empreender: entre elas predominam as razões emocionais, já que 66% diz trabalhar com o que gosta, enquanto 34% diz que empreender é realizar um sonho. Ter Flexibilidade de horário fica com 52% das respostas e 40% procura por uma renda melhor do que trabalhando para outros.

Ponto de atenção: 33% faz o controle financeiro de modo básico, criam planilha de Excel ou até anotam em um caderno. 33% faz algum controle de modo mais elaborado, mas 14%das entrevistadas não faz controle nenhum.

Confiança: Mesmo com todo o discurso negativo da crise atual do País, os negócios de mais da metade (63%) das empreendedoras está melhor do que há três anos. E elas acham que irão melhorar mais ainda nos próximos três anos!

Querem saber mais: Finanças, planejamento da empresa, formação de preço, mkt/comunicação e vendas/negociação são as áreas que querem saber mais. Ou seja, querem planejar, definir preço, divulgar e vender.

Onde buscam informações: 70% buscam informações principalmente nas redes de empreendedorismo, 68% nas palestras gratuitas

Networking: Sim, elas fazem! 31%  delas vão a eventos, palestras e encontro de empreendedoras. Tomam conhecimento dos eventos pelas redes sociais (Facebook), boca a boca e sites.

(Fonte: Freepik)

 

Então se você se identificou com esse artigo siga esses conselhos:

- Pare de procurar aprovação e abrace suas conquistas
“Esse é o seu negócio. É por sua causa, por causa de sua visão, que a empresa deu certo”

- Celebre até as menores conquistas
Manter a atitude empreendedora requer pensamento positivo.

É importante lembrar que, no final do dia, todo empreendedor trabalha para si próprio e que isso não tem preço. Como tudo que vale a pena, empreender não é fácil. Então é necessária fazer todo um planejamento e se dedicar de corpo e alma ao se negócio. Acredite em você!

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