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07 de fevereiro de 2018 | 01h 27
PREVIDÊNCIA SOCIAL: o que deveria realmente ser debatido?
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Cleide Martins
cleideamartins@gmail.com
Publicado por: Cleide Martins

                                       

Cleide Martins estreia coluna de Economia no JC, agora todas as QUARTAS. Cleide Aparecida Martins Barillari é economista, cientista social, professora universitária. Especialista em Economia Brasileira e Mestre em Educação.

 

Em sua NOVA coluna a economista traz o tema PREVIDÊNCIA SOCIAL: o que deveria realmente ser debatido? 

Muito se ouve sobre a reforma da Previdência Social: idade mínima; regras de transição; tempo de contribuição; expectativa de vida, déficit ou superávit? E outras coisas mais. Isso tudo depende de quem está opinando. Se for da parte do setor público, tem déficit e a reforma é urgente. Se for do lado dos cidadãos trabalhadores e pagadores de impostos, fica sempre a dúvida... Mas que tal trazermos para o debate a situação de déficit relacionado à dívida para com a previdência dos grandes grupos empresariais privados que praticamente “vivem de refinanciamentos”, a longo prazo, diga-se de passagem? Que tal compararmos os números da previdência para trabalhadores do setor privado e do setor público? E quanto à diferença entre as aposentadorias e pensões entre os três poderes, como fica? Você pode fazer um plano de vida no Brasil e se aposentar tal qual um membro do judiciário? Isso nos parece muito difícil.

2018 chegou e é ano de REELEIÇÃO no Brasil. Por que o destaque para reeleição? Para que relacionar uma coisa com a outra? Simples. Quem aprova os refinanciamentos e os aumentos disso ou daquilo são os políticos que nós insistimos em REELEGER. Ora, se votamos nos mesmos nomes, porque esperar resultados diferentes para o País???? Quem será que os grandes grupos empresariais que atuam no Brasil (envolvidos em corrupção, obviamente) vão apoiar? Representantes com novas ideias? Meio difícil. Então temos a fórmula perfeita. Os grandes empresários financiam as campanhas dos mesmos representantes (políticos) dos cidadãos brasileiros (que querem mudanças).  Estes empresários, por sua vez, querem a contrapartida, continuar se beneficiando do SISTEMA, tal qual ele funciona muito bem para eles, mas não para a maioria da população. Logo, a reforma da previdência vai realmente reformar nosso sistema? Ou será apenas uma satisfação para os investidores acreditarem que devem fazer seus investimentos aqui no Brasil? O atual presidente acredita que está conseguindo enganar alguém, por mais que nem ele mesmo saiba quem.

O Brasil precisa de uma reforma da previdência? Sim. Assim como precisa de uma reforma política, educacional, administrativa, tributária, trabalhista (será que foi suficiente?) etc. Precisa reformar a casa inteira. De cima a baixo, ou seja, reformar os organismos ligados à União, aos estados e municípios. A expectativa de vida do brasileiro aumentou para uma média de 76 anos. É fato. Mas, imaginem se nós não tivéssemos os horrores da saúde pública se apresentando todos os dias? Se resolver os problemas da saúde pública e da segurança pública a nossa expectativa de vida vai para quanto???? 80, 90 anos? E a previdência como fica?? Outra reforma deverá ser feita. Então fica assim: reforma-se a previdência agora, depois investe-se em saúde, depois reforma-se a previdência de novo e então, de novo. Nós vamos passar quanto tempo discutindo a reforma da previdência antes de começar a reformar a mentalidade política do nosso povo?

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