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12 de novembro de 2019 | 19h 31
Habilidades técnicas x Emoções na Revolução Industrial 4.0
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Alessandra Degasperi
aledegasperi1985@gmail.com
Publicado por: Alessandra Degasperi

Cada vez mais as empresas vêm enfrentando desafios e mudanças. A tecnologia e a informação estão desenvolvendo de forma mais rápida e avançada.  Robô é um exemplo de uma nova era, chamada de revolução Industrial 4.0.

Segundo pesquisas, até 2025 serão geradas mais de 900 mil vagas nessa nova era, com destaque para a Alemanha. Para esse desafio, as pessoas precisarão ter como habilidade o conhecimento técnico, relacionados a produção, robóticas e computação, conhecimento gerencial e inovação, gestão do conhecimento e liderança.  Apesar de todas as revoluções industriais passadas, da que está acontecendo e ainda está por vir, não podemos esquecer de uma peça chave dentro das organizações, “peças” de sentimentos, emoções e limitações, ou seja as pessoas. O que quero dizer, é que por mais que essa nova geração exija qualificações técnicas, o ser humano ainda será o bem mais precioso de uma organização. Fatores como produtividade, colaboração de equipe, reorganização do ambiente de trabalho e compreensão sobre o valor do trabalho, serão qualificações essenciais na Revolução 4.0.

No ano de 2010, fiz uma especialização em Gestão de Pessoas e Comportamento organizacional. Adquiri um conhecimento explícito, mas que de nada adiantaria se eu não tivesse obtido a experiência do conhecimento tácito. Conhecimento que comecei a adquirir no cargo de gestão, que passei a ocupar no ano de 2009 e que venho aprendendo e ainda tenho muito que aprender. A teoria ajuda muitos nas ideias, mas é o dia a dia que nos faz compreender melhor esse mundo de lidar com as pessoas.

As pessoas que fazem acontecer, elas que mantem viva as empresas. E nós gestores, precisamos compreender e valorizá-las dentro das organizações. Elas são a chave para o sucesso ou para o fracasso.

No ano de 2015, sai de uma companhia de telefonia e passei atuar como gestora da área de transportes. Modais totalmente diferentes, mas a essência era a mesma. Ou seja, precisava lidar com pessoas e fazer com que elas atingissem o objetivo da empresa.

No momento que estamos vivendo, as pessoas querem ser felizes e elas vem buscando isso cada vez mais, tanto na vida pessoal como na vida profissional, elas buscam esse equilíbrio. E criar um ambiente de trabalho mais agradável é extremamente importante. É um desafio, mas não é impossível!

Lidamos com pessoas na maior parte do tempo e para isso é necessário ter habilidades de comunicação para que possamos passar a mensagem de uma forma que os outros compreendam. Mais que isso, é importante gerar no outro a vontade de fazer e atingir os objetivos. Para isso a comunicação de forma eficaz e a relação com o indivíduo é extremamente importante. De nada adianta ter um conhecimento vasto, se não souber lidar e tratar as pessoas. É importante saber ouvir e entender o que o outro precisa e suas limitações, para que assim possamos conseguir nos comunicar de forma clara e objetiva. Ser chefe é coisa do “passado”, não que em alguns momentos não possamos ser, em alguns momentos é necessário, mas essa geração, necessita de pessoas que sejam líderes e inspiradores, onde temos que entender de relações e emoções. Quando digo entender, quero dizer da importância de conhecer as pessoas, respeitá-las e ser respeitado. E ser respeitado tem que ser algo natural entre ambas as partes e não forçado por usar o poder de chefe. Indo um pouco mais longe, é importante ser admirado como pessoa. Parece clichê, mas a frase que diz “a pessoa podem ser um bom profissional, mas se não souber lidar e tratar as pessoas, não é bom nada”, faz todo sentido atualmente.

Ainda neste ano de 2019, conclui uma especialização de Gestão de Negócios, na Fundação Dom Cabral e foi abordado com frequência, a importância da liderança, Inovação, equilíbrio da vida profissional e pessoal e a importância de ter um propósito.

O momento é de “chuva de ideias”, liberdade e pessoas auto gerenciáveis e responsáveis. Ter líderes que faça com que todos se sintam importantes e engajados com os objetivos da empresa, onde sem dúvidas um dos principais deles é a lucratividade.

Acredito que para que tudo isso aconteça, a empresa precisa valorizar pessoas criativas, pensantes e até mesmo pessoas irreverentes. E acredito também, que pessoas felizes produzem muito mais. Algumas pessoas ainda acham, que para serem reconhecidos como os melhores funcionários, precisam ficar o maior tempo possível dentro da empresa, deixando a vida pessoal de lado. Mas há muitas controvérsias em relação a isso, onde pode ser verificado em pesquisas e artigos que falam sobre o assunto. Os melhores funcionários são os que tem qualidade de vida, que dão atenção para a família, que praticam esporte, que se divertem, que tem vida social ativa, não deixando de serem comprometidos com a organização. De acordo com pesquisas, funcionários 100% disponíveis para a empresa, não conseguem ser criativos e inovadores, além de serem mais estressados e não terem equilíbrio da vida profissional e pessoal.

Recentemente li uma matéria sobre uma empresa, que fala sobre suas estratégias no processo de recrutamento. No momento da entrevista o entrevistador perguntava se o entrevistado estaria 100% disponível para a empresa, os que responderam que sim, foram descartados das próximas etapas. Pois para esta empresa, pessoas que não possuem tempo para a família, ou que não tem tempo para si mesmo, não são felizes e consequentemente não seriam produtivas e criativas dentro da organização.

Na revolução Industrial 4.0, precisamos mudar o conceito das relações. Temos que aprender a causar nas pessoas a vontade de fazer acontecer. Temos que criar ambientes agradáveis. Temos que ser competentes para lidar com as pessoas e suas emoções, transmitindo a mensagem de uma forma que não gere atritos dentro das organizações e sim que cada um saiba o seu papel e o que fazer para acontecer.

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