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05 de setembro de 2018 | 09h 25
A prevenção do suicídio deve ser uma prática diária
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PUBLICADO POR
Theresa Rachel Alvim
contatopsicoach@gmail.com
Publicado por: Theresa Rachel Alvim

Theresa Rachel escreve a coluna de Bem Estar & Saúde no JC.

Psicóloga especialista em Psicoterapia Psicanalítica, Coaching de Carreira e Palestrante.

Em sua coluna a psicóloga traz o tema:  A prevenção do suicídio deve ser uma prática diária

 

 

(Fonte: Freepik)

 

Suicídio entre jovens ainda é quarta causa de morte no Brasil

 

O suicídio aumentou gradativamente no Brasil entre 2000 e 2016: foi de 6.780 para 11.736, uma alta de 73% nesse período. As maiores taxas de crescimento foram registradas entre jovens e idosos, do acordo com o Ministério da Saúde.

No mundo, o suicídio acomete mais de 800 mil pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É a segunda causa de morte no planeta entre jovens de 15 a 29 anos; a primeira é a violência.

Mas em vez de falar apenas dos números e sobre o sofrimento dos envolvidos e impactados pelo suicídio, precisamos nos inserir em ações, em oferta de espaços de acolhimento e em atitudes que colocam “nossas mãos na massa”.

 

Principais causas do suicídio:

 

 

(Fonte: Freepik)

 

1) Solidão: 

 

O silêncio funciona como uma máscara para esconder o sentimento de tristeza por estar sozinho, ou se sentir sozinho. É possível que a pessoa mesmo rodeada de amigos se sinta solitária. É sempre bom ficar atento aos sinais de isolamento, como baixa auto-estima, tristeza, perda de apetite, desânimo e apatia. A solidão é um sentimento que, caso se torne contínuo na vida da pessoa, pode virar uma doença como a depressão.

 

 

(Fonte: Freepik)

 

2) Depressão: 

Na depressão grave, a pessoa se isola, chora muito, fica irritadiça, não sente mais prazer nas atividades que antes lhe agradavam, prefere não falar sobre seus sentimentos, não confia em ninguém e tem pensamentos suicidas.

 

(Fonte: Freepik)

 

3) Adoecimento:

Quando a pessoa descobre uma doença grave, ou quando já está enfrentando um tratamento médico muitas vezes recorre ao suicídio como forma de aliviar aquele sofrimento. Algumas doenças que deixam as pessoas impossibilitadas de alguma forma física, como andar, falar, ouvir, etc, ou, por exemplo, outras doenças como HIV, câncer, uma doença terminal ou transtornos mentais (esquizofrenia, depressão, bipolaridade, distúrbios da ansiedade e a personalidade, bulimia e anorexia, etc), podem contribuir para uma maior desorganização ou desconforto emocional, uma vez que, por essas pessoas acharem que tem uma doença incurável, ficam sem esperanças.

 

(Fonte: Freepik)

 

4) Relacionamentos amorosos e familiares:

 

Muitos são os relatos sobre relacionamentos amorosos que terminam em morte por parte de algum conjugue e depois a própria pessoa se mata. Nas famílias também vemos bastante casos quando não existe uma solução para os problemas da família alguem acaba tirando a própria vida. As brigas recorrentes com os pais e falta de amparo deles, término de um relacionamento, discussões freqüentes com o (a) parceiro (a), divórcio e separação podem levar uma pessoa ao suicídio. 

 

 

(Fonte: Freepik)

 

5) Problemas Financeiros e desemprego:

 

Dificuldades financeiras, problemas no trabalho, desemprego e perda do status socioeconômico são outros riscos para o suicídio. 

 

(Fonte: Freepik)

 

6) Bullying:

Atualmente muito se tem falado sobre a relação de bullying e suicídio. Casos ocorridos com crianças e adolescentes que sofreram violência física e/ou psicológica por um grupo de indivíduos na escola, no bairro ou outro local e cometem suicídio tem aumentado.

 

 

(Fonte: Freepik)

 

7) Adolescência:

Algumas pesquisas mostram em estudantes do último do ensino médio mostraram que 27% disseram pensar seriamente em se matar. Os universitários têm duas vezes mais chances de se matar do que os que não estão na universidade de mesma idade. Dentre os motivos para o suicídio entre eles estão: solidão, viver longe de casa pela primeira vez (no caso de irem morar em repúblicas), receber pouco afeto parental, ter pais alcoólatras, pais divorciados ou separados, enfrentar novos problemas, tentar se sobressair academicamente quando a competição é muito mais forte do que no ensino médio, indecisões quanto à escolha da profissão, solidão causada pela ausência dos velhos amigos e ansiedade em relação aos novos.

 

8) Luto:

Perder um familiar querido (pais, irmãos, cônjuge, filhos) muitas vezes faz certas pessoas cometerem suicídio. Elas acham que podem ter perdido sua única fonte de apoio. Isso acontece muito com idosos que perdem seu parceiro, sua única companhia e de quem cuidava ou era cuidado.

 

 

(Fonte: Freepik)

 

9) Drogas e medicação:

O abuso de drogas faz com que estas pessoas fiquem deprimidas e se matem ou elas recorrem às drogas como uma forma de lidar com a depressão e se matam quando as drogas já não ajudam mais. Excesso  de medicação é muito frequente também.

 

10) Timidez:

A timidez patológica limita a vida profissional, social e afetiva. Há um desconforto e inibição que estas pessoas apresentam em seus comportamentos, como: medo intenso, desproporcional e sem motivo aparente; círculo de amizades restrito; evita tudo que é novo; tem rotina rígida; e sente grande necessidade de aprovação dos outros. E tudo isso afeta o prazer de viver, acabando por pensar em suicídio para escapar e não saber como ultrapassar estes obstáculos.

 

O que fazer ao saber que uma pessoa próxima pensa em suicídio?

 

A tentativa de suicídio é um grito por socorro. Ela é motivada pelo desejo de comunicar sentimentos de desespero e mudar o comportamento de outras pessoas. Elas não sabem se querem viver ou morrer, ou se querem as duas coisas ao mesmo tempo, geralmente uma mais do que outra. A intenção de se matar é inconscientemente é um ato de “acabar com o sofrimento”, então na verdade a pessoa não quer acabar com a vida e sim com o seu sofrimento.

Toda forma de suicídio deve ser levada a sério, já que uma pessoa que fala sobre suicídio pode realmente tentá-lo. Há centros de prevenção ao suicídio em que pessoas perturbadas podem obter ajuda, seja por contato telefônico ou pessoalmente. O CVV #188 (Centro de Valorização à Vida), por exemplo, oferece ajuda à distância, por telefone, chat, e-mail e skype.

Outra forma de ajudar é oferecendo seu apoio, tempo, ouvido que não há custo nenhum a não ser o ato de amar incondicionalmente a vida. É preciso ouvir a pessoa sem julgá-la, acreditar no que ela está dizendo e oferecer ajuda. Converse com ela sobre a probabilidade de procurar ajuda profissional, encaminhando-a para uma avaliação psiquiátrica e psicológica.

Diga SIM a vida! Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio. Peça ajuda, não se cale se você se identificou com o texto.

 

 

Grande abraço,

Theresa Rachel Guimarães Alvim

 

 

 

 

 

 

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