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18 de agosto de 2018 | 15h 38
Transição de Carreira
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PUBLICADO POR
Theresa Rachel Alvim
contatopsicoach@gmail.com
Publicado por: Theresa Rachel Alvim

Theresa Rachel escreve a coluna de Bem Estar & Saúde no JC.

Psicóloga especialista em Psicoterapia Psicanalítica, Coaching de Carreira e Palestrante.

Em sua coluna a psicóloga traz o tema:  Transição de Carreira

 

(Fonte: Freepik)

Imagine a seguinte situação: você trabalha em uma empresa há 10 anos, conseguiu atingir o cargo máximo dentro da sua área de atuação, porém seu salário não está compatível com o mercado, você está sendo desvalorizado, sua produtividade está baixa, sua família está te cobrando atenção, seu chefe está cada dia mais exigente.

Pode ser que você faça parte de um grupo de milhões de brasileiros que querem mudar de carreira. Fica nítido que não é uma decisão fácil, e não pode ser feita de forma impulsiva. É preciso fazer um planejamento, pesquisas, ter um controle financeiro, e tomar uma decisão com muito bom senso. Se você se indentificou com esse exemplo, possivelmente você quer fazer uma transição de carreira.

Existem dois tipos de transição de carreira: aquelas pessoas que estão no nível elevado na carreira dentro da empresa, que sempre planejou sua vida financeira mas que querem mudar de carreira e existem aqueles que não se planejaram financeiramente e foram surpreendidos pela demissão e necessitam de uma recolocação profissional no mercado de trabalho que nós sabemos que aqui no Brasil não é fácil.

 

(Fonte: Freepik)

Saber como tomar uma decisão pode ser desafiador. Isso acontece porque em situações de escolha ocorre uma disputa interna entre experiência, instinto e razão. Existe uma maneira assertiva de fazer essa transição de carreira que é através do Coaching de Carreira individual ou em grupo, que é específico pra ajudar a identificar seu perfil comportamental, seu autoconhecimento, seus desejos, valores, competências profissionais e pessoais, desenvolver liderança, comunicação, inteligência emocional, etc.

Quando aparecerem as barreiras, pense nos benefícios de estar mais próximo da família e de ter mais tempo para o lazer e os amigos. Uma das tendências que tenho observado entre os profissionais que querem realizar uma transição de carreira é o desejo de investir no próprio negócio. Não é uma tarefa fácil, é importante observar, mas, ao mesmo tempo, pode trazer resultados bastante recompensadores.

Fica a pergunta: seria possível me realizar profissionalmente e ter a remuneração desejada? De certo modo, escolher uma das opções não exclui a outra. Então, por mais que você queira alcançar a satisfação profissional ou atender à sua expectativa de prosperidade, você deve ter percebido que é preciso avaliar sua situação atual e como alcançar seus objetivos.

(Fonte: Freepik)

Outro conceito que envolve decisão para fazer a transição de carreira é o da AUTORRESPONSABILIDADE, que nada mais é do que você tomar consciência que é responsável pelos seus atos e ações. Não adianta colocar a culpa no chefe que está estressado e está descontando em você sua raiva, ou no seu filho que bagunça seus escritório enquanto trabalha, ou naquele colega de trabalho que faz fofocas no seu nome. A verdadeira questão é que nós somos responsáveis pela vida que temos.

Qual a historinha que você conta para você mesmo sobre seus fracassos?

Que não tem sorte, que o fulano teve sorte porque passou no concurso público.

Que não foi por merecimento de estudar mais de 10 horas por dia, que enquanto você estava num churrasco no feriado com os amigos o fulano estava com seu foco nos livros?

Que seu emprego é péssimo e que está lá porque não tem outra opção na vida?

Que se você não trabalhar não terá comida em casa?

(Fonte: Freepik)

São muitas historinhas que criamos para nos enganar, nos auto sabotar, nos fazer de coitadinhos, de vítimas de uma sociedade maldosa. E esquecemos de nos colocar como parte dessa sociedade, somos responsáveis pelo lixo nas ruas, pelas desigualdades sociais, misérias, porque se não fizermos nossa parte por mais estranho que seja dizer isso, somos sim parte dessa frustração.

Qual a decisão que você toma a partir desse texto? Continuar contando as mesmas historinhas ou planejar um futuro diferente pra você, sua família e pro mundo?

Deixo aqui essas reflexões com muito carinho.

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