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16 de julho de 2018 | 18h 42
Bipolaridade x Depressão
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PUBLICADO POR
Theresa Rachel Alvim
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Publicado por: Theresa Rachel Alvim

Theresa Rachel escreve a coluna de Bem Estar & Saúde no JC, todas as SEXTAS. Psicóloga especialista em Psicoterapia Psicanalítica, Coaching de Carreira e Palestrante.

Em sua coluna a psicóloga traz o tema: Bipolaridade x Depressão

 

Muito se fala em depressão na sociedade atual, porém, muitas vezes, de forma errônea. Estima-se que cerca de 16% da população mundial já sofreu de depressão ao menos uma vez na vida. Os estudos sobre apontam que as mulheres possuem o dobro de chances do que os homens de se tornarem depressivas.Com a utilização da internet não é incomum uma pessoa ler ou ouvir sobre as características de transtornos mentais, como o transtorno afetivo bipolar ou depressão e se identificar com elas. Na depressão o indivíduo pode apresentar diversos sintomas como tristeza, mudança no apetite, isolamento social, ansiedade, angústia, medo, indecisão.

Fonte: Freepik

Já no transtorno bipolar o indivíduo tem duas fases, a maníaca e a depressiva ( euforia e tristeza). O que são muito confundidas nos diagnósticos. As oscilações de humor são comuns em nossas vidas e, em geral, não caracterizam uma condição psiquiátrica. O que diferencia as pessoas bipolares é que essas oscilações são mais intensas, duram mais tempo e são capazes de afetar padrões de sono e energia, assim como desestabilizar a estrutura familiar e as diversas relações dos pacientes.

Fonte: Freepik

Devemos ter um mente que um diagnóstico de doença mental só pode ser realizado por um profissional na área de psiquiatria e psicologia. Um novo estudo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry revelou dois padrões de sintomas que podem ser usados para prever o desenvolvimento da bipolaridade. O primeiro padrão de sintomas que os cientistas descobriram incluía mudanças de humor, períodos de excitação e depressão profunda. A maioria das pessoas jovens com esses sintomas não desenvolve a bipolaridade. Mas muitos daqueles que foram diagnosticados com a doença apresentaram esses sintomas. O segundo padrão de sintomas incluem ansiedade, distúrbios de atenção e comportamentais, como déficit de atenção e hiperatividade. Segundo os cientistas, os sinais encontrados no primeiro padrão são os que mais têm relação com o transtorno.

O importante que quero deixar claro nesse artigo é que tanto a depressão, quanto a bipolaridade tem tratamento e o portador da doença pode ter uma qualidade de vida. É imprescindível marcar a consulta com o especialista. Você pode pesquisar um psiquiatra e um psicólogo de confiança e boa reputação, pedir recomendações a amigos e familiares, ou pedir um encaminhamento psiquiátrico para o seu médico.

O tratamento medicamentoso é apenas uma parte da caminho para lidar com uma doença mental. Outra peça fundamental para fazer girar bem essa engrenagem no nosso cérebro, é a aceitação da doença. A partir daí podemos compreender como funciona nossa condição e desenvolver estratégias para vivermos melhor. Então é altamente aconselhável buscar a psicoterapia nesta fase do tratamento. Para isso, é bom conhecer as diferentes linhas da Psicologia e descobrir com qual se identifica mais. Nós precisamos entender que leva tempo para a terapia promover mudanças. Tempo e dedicação. Tempo, dedicação e entrega. O remédio não nos ensina nada, mas a terapia promove transformações para a vida inteira.

Sim, a vida pode ser terrível, destrutiva, desoladora. Pode dar tudo errado, e você pode se sentir péssimo o tempo todo. Mais que isso, você pode ter uma doença mental que distorce suas emoções, paralisa sua vida, rouba sua alegria e disposição. Mas não será possível enfrentar tudo isso sem desejar de verdade ficar bem. É uma batalha, e só é possível vencê-la usando todas as armas. E isso inclui desenvolver uma atitude mental positiva.

São inúmeros os caminhos para aprender a correr esta maratona. Percebo a importância da fé e da religião para lidar com a doença mental, no sentido que promovem uma confiança que irá amenizar o problema. Por mais que não haja maneiras certeiras de se prevenir, algumas estratégias podem ser aplicadas:

  • Tome medidas para controlar o estresse;
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos quando estiver enfrentando um período difícil;
  • Procure ajuda profissional ao primeiro sinal;
  • Considere começar um tratamento de longo prazo para ajudar na prevenção de recaídas futuras.

Fonte: Freepik

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