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21 de novembro de 2018 | 01h 01
#DicaNetflix – Quantas mentiras você já contou hoje? (crítica do filme o Primeiro Mentiroso)
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PUBLICADO POR
Cláudio Ribeiro
claudiodesousa@gmail.com
Publicado por: Cláudio Ribeiro

O PRIMEIRO MENTIROSO (THE INVENTION OF LYING - 2009)

DURAÇÃO: 100 MINUTOS

CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS

Cada um pode ter uma resposta para a pergunta-título desta coluna, no entanto, aqueles que responderem NENHUMA (ou zero), com certeza estarão mentindo. Partindo deste princípio, o filme O PRIMEIRO MENTIROSO, dirigido e estrelado pelo comediante Ricky Gervais tenta mostrar como a mentira está presente em nosso cotidiano, mesmo que não percebamos ou a fazemos de forma involuntária.

O filme é uma fábula que coloca seus personagens num contexto onde não existe mentira. Ninguém consegue, no mundo desta produção, proferir algo que não seja verdadeiro e sincero. Assim, as figuras que transitam na tela chegam a ter comportamentos que beiram a amoralidade, visto que, todos que são apresentados dizem exatamente o que vem à sua cabeça, sem invenções ou rodeios.

Além disso, o conceito de decepção acaba sendo extinguido no universo do filme. Pense bem, se eu tenho certeza que todos falam a verdade, não tem como me decepcionar com suas ações, pois seu comportamento está diretamente ligado com seus pensamentos e falas. Com todo esse cenário montado, a trama cria situações constrangedoras, engraçadas e até mesmo que nos fazem refletir sobre nosso comportamento. Fica perceptível e claro que por mais que tentemos, nós estamos fadados a mentir.

O ponto de mudança do filme (e que motiva seu título) ocorre quando Mark (Ricky Gervais) passa por problemas em seu emprego e na sua vida financeira. Suas dívidas são maiores do que lhe resta no banco e ele acaba tendo uma sacada que ninguém havia percebido antes: ele pode mentir. Assim, como apenas ele percebe isso, e todos os outros partem do princípio que cada cidadão só fala verdades, sua figura começa a ter um destaque perante os demais.

O humor negro e o sarcasmo marcam a produção que acaba por tocar em assuntos delicados, como por exemplo a religião. Ao longo de suas descobertas, Mark precisa em certo momento aliviar um pouco a dor de um ente que está por partir. Diante disso, ele cita que esta pessoa vai para um lugar melhor, um paraíso. Situação esta que intriga todos os demais envolvidos no tratamento da pessoa, já que eles passam a querer saber como ele descobriu isso.

Por fim o que temos é uma crítica social e religiosa, que apesar de uma certa suavização do roteiro, pode colocar certos questionamentos nos espectadores. O desfecho mostra um mundo com um falso profeta, que usa do artifício que descobriu de forma compulsória e indefinida. Isso ocorre pois, cada inverdade que ele conta, muitas outras vem agregadas para sustentação de seu discurso. Por mais que você não goste de alguma abordagem do filme, certo é que ele vai te despertar para tudo que fala durante o seu dia. Será que você está sendo sincero e verdadeiro? O filme encontra-se disponível para ser assistido no serviço de streaming Netflix. Nota do filme 7,5/10.

* Imagens reproduzidas da internet.

TRAILER DO FILME: www.youtube.com/watch?v=PExzTjJLTZ4

Cláudio Ribeiro de Sousa é Mestre em Ciência da Computação, Professor e fanático por cinema e séries de TV.

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