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13 de setembro de 2018 | 18h 12
Grandes Diretores do Cinema – QUENTIN TARANTINO
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PUBLICADO POR
Cláudio Ribeiro
claudiodesousa@gmail.com
Publicado por: Cláudio Ribeiro

Na última coluna que tratamos de grandes diretores do cinema mundial, a abordagem foi de um cineasta aclamado, conceituado e especialmente premiado por diversos filmes. Numa linha similar, hoje também traremos um pouco da carreira de um aclamado cineasta, porém com pouco reconhecimento no quesito premiações (especialmente pela academia do Oscar) e que sentou poucas vezes na cadeira de direção.

QUENTIN TARANTINO dirigiu apenas 11 filmes em sua carreira (contando suas participações com direção dividida em Grande Hotel, de 1995, e Sin City, de 2005). No entanto, apesar de ter dirigido poucas produções, todas elas marcaram a cultura pop de alguma forma. Todo apelo audiovisual trabalhado por Tarantino desperta alguma sensação em seu público. Assim, ele pode inclusive ser considerado um diretor que entra na categoria “ame-o ou deixe-o”.

Na década de 90, dois filmes se destacaram (principalmente) em início de trajetória cinematográfica: Cães de Aluguel (1992) e Pulp Fiction – Tempos de Violência (1994). Ali, Tarantino já se evidenciava por selecionar atores e atrizes que acompanhariam sua carreira ao longo dos anos (casos de Tim Roth, Michael Madsen, Samuel L. Jackson e Uma Thurman), pela violência sempre exacerbada e visualmente explorada, e pelas trilhas sonoras marcantes. Com isso, ele já alcançou suas primeiras indicações ao Oscar, Globo de Ouro e demais prêmios tradicionais.

Já na década seguinte, nos anos 2000, duas outras obras merecem serem ressaltadas na minha visão. Kill Bill trouxe de volta Uma Thurman para um papel que marcou sua carreira. A busca da noiva interpretada por Thurman, pelo seu ex-líder Bill, é representada de forma a deixar o espectador admirado seja por um traje, um objeto, uma música ou cena (sangrenta) específica. Projetado inicialmente para ser um filme, foi dividido em dois volumes (lançados respectivamente em 2003 e 2004), pois sua duração excedia muito os padrões usuais do cinema. Em 2009, foi lançado nos cinemas: Bastardos Inglórios. Nesse filme, Tarantino tenta mudar os rumos da história, revisitando a segunda guerra mundial, e caçando o temido líder nazista, Adolf Hitler. Novamente as atuações se destacam, especialmente a do coronel Hans Landa (Christoph Waltz), e mostram que o diretor consegue extrair de seus comandados algo único no quesito atuação. Brad Pitt, por exemplo, aparece fora de sua zona de conforto, com um desempenho único e que encaixa muito bem no papel a ele destinado.

Na atual década, Tarantino ainda não lançou muitos filmes. Porém, os que foram exibidos mostram que seu apuro técnico e preocupação com os detalhes não desapareceram. Em Django Livre (2012) e Os Oito Odiados (2015), ele trabalha situações inusitadas cativantes para seu público. No caso de Django, a união de um escravo negro e um caçador branco dá o tom da crítica que Tarantino coloca na sua produção. Já em Oito Odiados, ao apresentar um faroeste situado em meio a puro gelo e neve, diversifica um gênero, e foge de um clichê tradicional.

Por fim, o que temos de Tarantino é a promessa de que ele não fará muitos filmes e que sua carreira está chegando ao fim. Há programado para 2019 uma nova produção, que deverá tratar de acontecimentos das décadas de 60 e 70, durante os assassinatos de Charles Mason, em 1969. Além disso, existem rumores que indicam a possibilidade de ele trabalhar numa continuação da nova saga de filmes Star Trek (a antiga Jornada nas Estrelas). O que nos resta é acompanhar o trabalho deste diretor que, mesmo que você não goste, tem que concordar que ele possui uma assinatura ímpar nas suas produções, além de pensar fora da caixa, fugindo sempre do óbvio, apresentando produções que marcam a cultura de uma forma geral.

 

CURIOSIDADES:

- Tarantino utilizou 450 galões de sangue falso na produção de KILL BILL. Isso ocorreu para que ele conseguisse produzir as cenas de combate e mostrar todos os membros decepados e cabeças cortadas

- O ator brasileiro Selton Mello, juntamente com o cantor Seu Jorge, fizeram um curta metragem chamado Tarantino’s Mind. Nesta produção, dois amigos se encontram num bar e discutem teorias que ligam os filmes de Tarantino, que segundo eles, fazem parte de um mesmo universo

- Seu currículo como ator, produtor e roteirista é maior que o de diretor. Somando tudo, ele tem mais de 70 projetos na carreira onde atua, roteiriza ou produz filmes ou episódios de séries.

- Depois do lançamento do filme Cães de Aluguel, a cantora Madonna se encontrou com Tarantino. O motivo do encontro fora a cena de abertura do filme, onde o personagem interpretado pelo próprio diretor dá uma interpretação peculiar sobre uma famosa música da cantora.

Link para assistir ao curta TARANTINO’S MIND no YouTube: www.youtube.com/watch?v=jWmIIUqmu8U

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* TODAS AS IMAGENS SÃO REPRODUZIDAS DA INTERNET

Cláudio Ribeiro de Sousa é Mestre em Ciência da Computação, Professor e fanático por cinema e séries de TV.

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