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Uberaba

05 de junho de 2018 | 17h 44
Suspense, com cara de terror, é a dica da semana na Netflix
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Redação JC
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Publicado por: Redação JC

CORRENTE DO MAL (IT FOLLOWS - 2014)

DURAÇÃO: 100 MINUTOS

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

Se existe um gênero cinematográfico que não coloco na minha lista de favoritos é o de terror. Quando quero assistir um filme, pretendo me divertir, e não consigo entender como tomar sustos demasiados pode ser considerado uma forma de lazer. No entanto, o gênero de suspense me atrai bastante, geralmente porque possui elementos que prendem a atenção do espectador em busca da solução de um mistério, que, quando bem apresentado, deixa-nos com mais vontade de ver os desdobramentos da trama.

Diante disso, em algumas obras, percebe-se uma linha tênue entre o gênero de suspense e o de terror, e confesso que quando fui assistir ao filme que indico hoje, fui bastante receoso. Porém, o que temos na produção CORRENTE DO MAL (It Follows), do diretor David Robert Mitchell, é um suspense lapidado com pitadas de terror, sendo orientado (moderadamente) por alguns aspectos normalmente vistos pelos já consagrados diretores do gênero, Stanley Kubrick (O Iluminado) e David Cronenberg (A Mosca).

Na trama, a jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila, com rotina normal de uma pessoa de sua idade. Até que numa noite tem relações sexuais com um garoto que estava saindo e acaba caindo numa armadilha. Seu pseudo-namorado transmitiu a ela uma maldição (o meio de transmissão é o ato sexual) na qual ela será perseguida por uma entidade que deseja matá-la. Essa entidade pode assumir a forma de qualquer pessoa, conhecida ou não, que caminhará vagarosamente até seu encontro para atingir seu objetivo. Assim, sempre que ela identificar a entidade, deve fugir para bem longe.

Como disse acima, o filme está mais para o suspense, do que para o lado do terror. Apesar de dar alguns sustos, a atenção do público neste filme fica voltada para a imprevisibilidade de quem será a pessoa que a entidade assumirá o corpo e, consequentemente, representará perigo à jovem. Além disso, seria ela capaz de transmitir a maldição para outra pessoa? E se ela transmitir, o que acontece se essa outra pessoa for pega pela entidade? São respostas que apenas acompanhando o desenrolar da trama poderemos ter.

É importante destacar que o filme não se sobressai apenas pelo seu roteiro, que apesar de uma boa ideia inicial, possui alguns conhecidos clichês. A fotografia utilizada auxilia na sensação de perseguição dos personagens e a trilha sonora, inspirada nas produções de John Carpenter (Sexta-Feira 13), ajuda ainda mais a deixar o clima tenso no ar e destacar as situações de real perigo.

Outro fator de destaque na produção, é que o filme não define quando os eventos estão acontecendo, ou seja, é atemporal. Desta forma, vemos que a direção se preocupou com detalhes minuciosos, para que a atenção do espectador se volte aos eventos e situações que os personagens vivenciam. O pior do filme acaba sendo a tradução de seu título original (e foi o que me colocou uma pulga atrás da orelha antes de assisti-lo), que tenta induzir sua audiência ao gênero do terror clássico, apesar do filme apenas utilizá-lo mais como referência, do que na prática. Nota do filme 7/10.

* Imagens reproduzidas da internet.

Por Cláudio Ribeiro de Sousa: Mestre em Ciência da Computação, Professor e fanático por cinema e séries de TV.

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