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08 de maio de 2018 | 14h 52
FAKE NEWS: ficção ou realidade? Série de TV aborda tema importante em nosso contexto atual (Crítica da série HOMELAND)
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Redação JC
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Publicado por: Redação JC

Hoje volto ao mundo das séries para mais uma excelente dica. Encerrou-se no último mês de abril a sétima temporada da premiada série norte-americana Homeland. Para quem não conhece, o seriado acompanha a trajetória da oficial de operações da CIA Carrie Mathison (Claire Danes), diante das diversas tramas políticas secretas que ocorrem por trás dos holofotes visíveis à população.

A série, ao longo de seus sete anos, passou por algumas transformações, e o que mais me chama a atenção é como ela se mantém cada vez mais atual. Já foram abordados assuntos relacionados com terrorismo, crise na Síria e, a temporada que findou, tratou de uma temática que anda cada vez mais evidente atualmente, as chamadas FAKE NEWS (ou NOTÍCIAS FALSAS). É interessante ver como a ficção consegue tratar deste argumento de forma tão eficiente, mostrando o impacto que uma notícia falsa pode gerar num país (e em seu governo), botando uma pulga atrás da orelha do espectador diante de tudo que vê, lê ou ouve, diariamente, nos noticiários do mundo real.

Além disso, a série deixa claro que as redes sociais têm papel fundamental no comportamento da sociedade. Devido ao alcance global da internet, quando uma “informação” se espalha na rede, mesmo que não seja uma verdade, diversos problemas podem ocorrer até que se prove o contrário. E a máquina que propaga tais inverdades, algumas das vezes, pode ser manipulada por pessoas que controlam milhares de bots (ou robôs que simulam o comportamento de uma pessoa). Desta forma, vemos como é perigoso acreditar em algo sem antes verificar as fontes, checar quem são os emissores da informação, ou até mesmo, aprofundar-se no assunto para tentar emitir uma opinião com maior embasamento. Considerando tempos atuais, onde muitas pessoas se guiam apenas por títulos de notícias compartilhadas por redes sociais, fica mais claro que a manipulação de grandes massas é algo bastante tangível.

Na trama da série, a presidência dos Estados Unidos enfrenta problemas com o governo russo, que planta informações inverídicas nos meios de comunicação e redes sociais, deflagrando uma grandiosa crise interna, abalando as relações internacionais entre os dois países e seus respectivos acordos vigentes. Aliado a isso, os problemas pessoais da protagonista, que enfrenta transtorno bipolar e dificuldades para criar sua filha, são bem explorados de forma a não cansar o espectador, por meio das tensões que o roteiro cria, misturando seu lado pessoal com o profissional.

Cada temporada conta com 12 episódios, o que torna a série fácil de “maratonar”. Além disso, os fãs da saudosa 24:Horas, e do seu protagonista Jack Bauer, vão sentir-se (de certa forma) em casa ao acompanhar esta produção. Ano que vem teremos o último ano do seriado, mostrando as consequências do final desta temporada. No Brasil, a transmissão do seriado é feita pelos canais fechados FOX e, na tv aberta, pela GLOBO.  

Nota da sétima temporada: 8/10.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cláudio Ribeiro de Sousa é Mestre em Ciência da Computação, Professor e fanático por cinema e séries de TV.

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