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Uberaba

13 de abril de 2018 | 12h 44
Um Lugar Silencioso aposta no suspense raiz e agrada o público nos cinemas
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Redação JC
jcuberabacontato@gmail.com
Publicado por: Redação JC

UM LUGAR SILENCIOSO (A QUIET PLACE, 2018)
DURAÇÃO: 91 MINUTOS
CENSURA: 14 ANOS

Nos primórdios da sétima arte, as produções cinematográficas utilizavam-se apenas de imagens para entreter o público, era o chamado cinema mudo. Com o avanço tecnológico, o som começou a se tornar tão importante quanto o vídeo nas películas. Até no Oscar já existem, há vários anos, categorias para premiar este quesito.
Chegou aos cinemas no último dia 05 de abril o longa “UM LUGAR SILENCIOSO”, protagonizado e dirigido por John Krasinski (o Jim da série cômica The Office). E o que chama mais a atenção neste thriller de suspense é como o seu diretor faz o bom uso do som, ou melhor, da ausência dele. Não é um filme que relembra o cinema mudo, mas trabalha o áudio por uma perspectiva diferente. A trama acompanha a trajetória da família Abbot, composta pelo pai, Lee (Krasinski), a mãe Evelyn (Emil Blunt) e pelos seus três filhos, Marcus (Noah Jupe), Beau (Cade Woodward) e Regan (Milicent Simmonds), sendo que esta última é surda (de verdade!). Eles vivem num futuro pós-apocalíptico, onde a Terra foi invadida por monstros caçadores cegos, com audição apuradíssima. Diante disso, para se esconder dos seres, a família deve permanecer em silêncio total, ou pelo menos, fazer menos barulho do que o ambiente que os cerca.

Fotos: Site/imdb.com

Por sinal, este fator é muito bem utilizado, e qualquer ruído nos coloca na ponta da cadeira, relembrando a tensão desenvolvida nos saudosos Alien, de 1979, e Tubarão, de 1975.

Fotos: Reprodução Internet


Após ser introduzido a este cenário, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: como essa ideia ainda não tinha sido explorada antes? Em tempos de refilmagens, filmes de super-heróis e continuações oitentistas, roteiros bem pensados como o deste filme tendem a se destacar. E esta obra se sobressai não só pelo visual, mas, especialmente, pela maneira que utiliza o som como forma de criar expectativa e gerar situações ameaçadoras para seus protagonistas. O desenrolar da trama envolve e prende a atenção do espectador a cada nova situação peculiar que surge, além de aprofundar e dar a densidade necessária para os valores familiares. Apesar de não ser um filme perfeito, não abusa da inteligência do espectador, e apresenta soluções bem pensadas para os momentos de aflição. O final tanto encerra a história apresentada, quanto deixa possibilidade para continuações futuras (e que elas venham no mesmo nível). NOTA: 9,5/10

Curiosidades sobre o filme:


O casal de atores principal, John Krasinski e Emily Blunt, são casados na vida real;

O ator/diretor John Krasinski fez questão de que uma atriz surda vivesse a filha do protagonista, por entender que a inclusão era um fator importante;


Todos os atores tiveram que aprender a língua de sinais para poderem interagir com a atriz Milicent Simmonds;

Quem assistiu ao filme “A Chegada”, do diretor Denis Vileneuve, vai entender a referência do sobrenome da família que protagoniza este filme.

Confira o Trailer do filme:

 

 

Matéria por: Cláudio Ribeiro de Sousa

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