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24 de maio de 2017 | 18h 31
Deputado Marcos Montes se manifesta sobre acusações que recebeu de Ricardo Saud da JBS
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Redação JC
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Publicado por: Redação JC

Deputado Marcos Montes (PSD/MG) foi procurado pela redação do JC para se manifestar sobre as acusações de ter recebido 200 mil reais em espécie, em 23/09/2014, entregues à sua Secretaria Parlamentar Mara Papini, pelo Diretor da JBS, Ricardo Saud. O vídeo com a delação foi divulgado nas redes sociais no último domingo e o parlamentar se manifestou então a respeito do contato feito por esta redação em 22 de maio.

Segue resposta na íntegra:

Diante desta avalanche de delações, muitas delas estarrecedoras, mas algumas colocadas em dúvida, eu gostaria de reafirmar o que já disse em outras ocasiões: que tudo tem que ser apurado em um mínimo de tempo possível, para que a população receba as respostas e explicações sobre cada fato.
E reafirmo ainda, que minhas campanhas sempre receberam recursos de empresas, principalmente ligadas à agropecuária. Nunca escondi isso, mesmo porque até 2014 esta contribuição era permitida legalmente. 
Jamais fiz promessas ou acordos em troca destes apoios, mesmo porque pertenço ao setor e sempre o defendi. E defendo por uma razão que é de conhecimento de todos: a agropecuária é o setor que segura as pontas da economia brasileira, promovendo emprego e renda mesmo nos períodos mais complicados.
As contribuições com minhas campanhas estão registradas na Justiça Eleitoral, a quem cabe verificar e tomar providências, caso alguma coisa errada seja encontrada.
Por sinal, independentemente da citação do meu nome em delação premiada, tenho defendido que o Congresso Nacional priorize a aprovação da reforma política – o que considero imprescindível para a transparência dos critérios jurídicos eleitorais. 
Já há algum tempo, a população brasileira tem recebido informações confusas, que misturam pessoas de bem com criminosos. É preciso diferenciar o que é erro eleitoral da prática de crimes, tipo propinas, por exemplo.
É preciso dar transparência, separar o joio do trigo, facilitar o entendimento por parte da população e evitar que se misturem ações eleitorais com ações criminais. 
Erros e/ou irregularidades eleitorais são de competência do Ministério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral – e isso precisa ficar claro. Esta diferença não está clara atualmente e faz com que pessoas de bem, que cometeram um erro eleitoral, sejam “misturadas” com criminosos, com pessoas que recebem propina.

Deputado Marcos Montes 

Diretor de Relações Institucionais e Governo da JBS, uberabense Ricardo Saud, "o homem da mala" conta tudo sobre o esquema de compra dos políticos brasileiros. 

Assista o vídeo na íntegra:

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