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Uberaba

07 de maio de 2015 | 13h 16
“Carro rebaixado não é carro de marginal. É algo que o pai de família tem”
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Isabel Minaré
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Publicado por: Isabel Minaré

“Eu valorizava aquele cara humilde, que tem um Golzinho quadrado, um Fusca, um Chevette. Por isso, escolhi fazer grandes produções com esses carros. O objetivo é valorizar o carro rebaixado, que é muito discriminado no Brasil”. É assim que Alessandro da Silva, de 33 anos, explica porque decidiu criar o canal 7008Films no YouTube. O canal, que possui aproximadamente 120 mil inscritos, é considerado uma referência em cobertura de eventos automotivos. Alê7008, como é conhecido, esteve em Uberaba para cobrir o 2° Encontro Style 34 Club. O estudante de Publicidade Marcos Paulo Resende, também louco por carros, esteve no evento e fez uma entrevista exclusiva para o Jornal da Cidade. As fotos são do estudante e do amigo dele, Lucas Antônio.

De onde surgiu a paixão por editar vídeos relacionados ao universo automotivo?
Antes mesmo de gostar de carro, sempre gostei de produção, jogo de imagem, posicionamento de câmeras, etc. Sou da época em que as pessoas alugavam fitas e DVDs para assisti-los em casa. Todo mundo gostava de pular o trailer, menos não.  O que eu queria, na verdade, era assistir o trailer. Paralelo a isso, cresci gostando de carro. 

Como foi o seu primeiro contato com carro? 
Foi através de amigos. Tanto que comprei meu primeiro automóvel em conjunto com um amigo. Na época, não tinha dinheiro e comprei junto com ele. 

Como descobriu o talento para fazer vídeos?
Foi quando fiz um vídeo em uma brincadeira com amigos. Todos falaram que levava jeito e que podia trabalhar com isso. Mas não tinha recurso para comprar equipamento, pois tudo é muito caro. Um dia decidi viver de filmagem automotiva e então comecei a me empenhar.  

Como surgiu o canal 7008Films no YouTube?
Comecei a prestar serviço para um site fazendo vídeo, mas não deu certo. Foi nessa época que criei o canal 7008Films fisicamente, em fevereiro de 2013. Estudei, li e vi muitos vídeos de tutorial no YouTube. Um tempo depois, percebi que ele precisava de um nome. Antes disso, tinha um Celta. Sentado em frente do computador para entrar em um fórum que participava, não sabia com que nome iria me inscrever. Olhei em volta e me lembrei de ter acabado de tinha de fazer o licenciamento do carro. Era algo com os números 7008. Aí caiu a ficha e gritei: - Vou botar Alê7008! Daí surgiu o nome do canal.

Qual é o objetivo com seu trabalho?
Como videomaker, sempre desejei fazer algo diferente. Assistia os vídeos feitos no exterior e falava que queria aquele resultado. Aqui no Brasil víamos grandes produções de vídeos automotivos, mas voltados para comerciais e atividades empresariais. Eu valorizava aquele cara humilde que tem um Golzinho quadrado, um Fusca, um Chevette. Por isso, escolhi fazer grandes produções com esses carros. O objetivo é valorizar o carro rebaixado, que é muito discriminado no país. O meu intuito sempre foi esse: passar a ideia de que carro rebaixado não é carro de marginal. É algo que o pai de família tem. 

Faz algum trabalho de consciência social para acabar com esse tipo de preconceito?
Sempre tento passar imagens com mensagens. Recentemente, fiz um vídeo voltado a um encontro beneficente. Frisei que carro rebaixado não é coisa de marginal, mas daquele pai de família que trabalha, que curte os amigos no fim de semana e ajuda o próximo.   Também sempre peço para as pessoas regularizarem o carro. 

Foto: Instagram 7008Films

Já sofreu algum tipo de discriminação?
Sim. Um exemplo é quando estava vindo para Uberaba, no aeroporto. Um policial me discriminou porque ele não estava acreditando que uma pessoa pudesse viver filmando carros rebaixados.  Há mais ou menos cinco anos atrás, você ia a um encontro de carros rebaixados e via bagunça, som alto, bebida. Hoje é uma confraternização de amigos reunidos para expor o carro. 

Como está a aceitação do público atualmente?
Hoje, o canal tem dois anos e meio e atingiu um público muito grande. Ele está se aproximando de 15 milhões de visualizações, com um público ativo de mais ou menos 115 mil inscritos. 

Qual o vídeo que no qual você mais se emocionou de fazer?
Foi o da Jac Motors. Ser presenteado com o reconhecimento é algo incrível. Imagina um cara que é da Cohab e que gosta de fazer vídeos e de repente chega a equipe de uma montadora como a Jac Motors para te oferecer parcerias.  Para mim, não foi importante pelo fato de eu ganhar o carro, mas pela empresa ter estudado minha história.

Qual é o segredo para ter um canal de sucesso?
Tem que ser você mesmo, fazer o que gosta e se dedicar muito. A humildade está em primeiro lugar. O sucesso e o reconhecimento não vêm do nada. E nunca querer entrar no YouTube para virar estrela. 

Quer seguir o Alê nas redes sociais? Acesse o Facebook e o Instagram da 7008Films.

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