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09 de julho de 2018 | 14h 51
Autos Giros | Chegou o Rota 2030
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Daniel Jacques - Autos Giros
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Publicado por: Daniel Jacques - Autos Giros

Daniel Jacques traz um giro semanal sobre o mundo automotivo.

Automóveis, motos, caminhões e muita informação.

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O governo federal finalmente anunciou as esperadas regras do Rota 2030, programa de incentivo à indústria automobilística, esperada desde a confirmação do fim do Inovar-Auto, prevista para - e concretizada no - final do ano passado.

Porém, ao contrário do que aconteceu quando o Inovar-Auto foi anunciado - recebido com entusiasmo como "uma grande virada de página" para o mercado brasileiro - a recepção inicial ao Rota 2030 (que terá duração até 2033, de tanto que demorou pra sair) é de cautela, de "esperar pra ver".

É claro que ele traz muitas coisas importantes para o desenvolvimento tecnológico do mercado automotivo brasileiro. Pra começar, ele obriga todas as marcas a seguirem regras mínimas de eficiência energética e segurança, que se tornarão mais rígidas ao longo dos anos.

E vai além, já que também incentiva os investimentos em pesquisa e desenvolvimento com isenções fiscais, estabelece novos prazos para obrigatoriedade de novos equipamentos de segurança (apesar de não dizer quais são eles) e baixa os IPIs dos modelos elétricos e híbridos.

Voltando alguns anos, o Inovar-Auto parecia um oásis quando foi lançado. Entre suas várias regras, estabelecia limites de importação e um novo "super-IPI" para marcas que não produzissem no país, teoricamente incentivando novas montadoras a se estabelecer no Brasil.

E isto realmente aconteceu com algumas, como Mercedes-Benz, Jaguar Land Rover e BMW, mas acabou não resultando na evolução tecnológica que se esperava. Pior que isso, foi condenado pela Organização Mundial de Comércio (OMC) por protecionismo e quebra de competitividade.

E foi isso que nos trouxe ao 2030, que se mostra uma política bem mais aprofundada, com metas alcançáveis e de média duração, o que garante uma certa previsibilidade para a indústria. Tudo isso, junto com os itens citados acima, indicam que o setor automotivo brasileiro tem muito a ganhar com as novas regulações, e que realmente caminhamos para um país com carros mais eficientes, seguros e tecnológicos.

E ele deve movimentar bem o mercado no curto-médio prazo, já que algumas marcas que tiveram sua presença no Brasil limitada pelo antigo programa como Kia, Lifan e JAC podem aumentar sua presença no país e até já demonstraram planos para isto.

Alguns aspectos, porém, parecem frear um pouco o entusiasmo com o novo programa. Primeiro, claro, a experiência com o Inovar-Auto, de alta expectativa e baixa concretização; segundo, os aspectos que ficaram "para serem regulados", o que, no Brasil, é sempre temerário. Por fim, a aparente pressa do governo federal em anunciar o projeto "acabado" antes do período eleitoral, o que - com o perdão do trocadilho - pode atropelar um pouco as coisas.

Enfim, a torcida é sempre pelo melhor. Acredito que, mesmo com seus defeitos, o Rota 2030 trará benefícios ao mercado e ao país. Além de automóveis mais eficientes e seguros, o Brasil deve se aproximar do futuro da mobilidade com o crescimento da presença dos modelos elétricos e híbridos por aqui.

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Mais Spin

Depois de divulgar imagens da nova Spin Activ7, a Chevrolet apresentou a linha 2019 do modelo. Além da top já apresentada, ela ganhou também uma nova versão de entrada LS. Nas configurações de cinco lugares, o porta-malas de 710 litros pode chegar 756 litros com a segunda fileira de bancos toda avançada, quase o dobro da capacidade de alguns concorrentes.

Além da nova cor Amarelo Stone da versão Activ, a LTZ ganhou a também exclusiva Azul Caribe. Os preços ficaram entre os R$ 63.990 da LS e os R$ 83.990 da Activ7, com sete lugares.

O novo visual agradou bastante, e a tendência é que passemos a ver mais Chevrolet Spin por aí...

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Nova marca Volvo

De olho no futuro da mobilidade, a Volvo Cars lançou uma nova marca que expandirá as operações de mobilidade global da empresa. A M fornecerá acesso confiável e sob demanda a carros e serviços por meio de um aplicativo intuitivo. Além disso, a nova divisão aprenderá sobre as necessidades, preferências e hábitos de seus usuários, personalizando o relacionamento com o cliente. Sua estreia na Suécia e nos Estados Unidos ocorrerá na primavera de 2019.

Como diferencial, a M está desenvolvendo uma tecnologia de aprendizado que pergunta aos usuários sobre suas necessidades específicas, em vez de apenas informar-lhes onde podem pegar um carro.

Projetos de carros compartilhados já estão em testes no Brasil, mas a marca sueca parece já estar alguns passos adiante...

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Em recuperação

O ano de 2018 chegou na metade, e a crise do setor automotivo ficou pra trás. Contudo, o ritmo de recuperação, que começou o ano na casa dos 20%, fechou o primeiro semestre com um saldo positivo de apenas 12,37% sobre o mesmo período de 2017.

Para o Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., os resultados não foram melhores em função da greve dos caminhoneiros, que impactou, negativamente, nas vendas do mês de junho e nos índices de confiança dos investidores e consumidores. “Os impactos ainda devem se refletir nos resultados dos próximos meses”, alertou Alarico.

A boa notícia ficou pelo segmento de caminhões, que registrou aumento de 50,71% na mesma comparação. Segundo Sérgio Zonta, Vice-Presidente da Fenabrave para os Segmentos de Caminhões e Implementos Rodoviários, houve um expressivo aumento nos níveis de financiamento, além de uma queda acentuada na inadimplência. "As perspectivas para o segmento continuam positivas, até, porque, a base de comparação com anos anteriores ainda é muito baixa”, comentou.               

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